quarta-feira, 17 de setembro de 2014
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Iniciam-se os processos de cercamento dos sítios Morro do Formigão e Cabeçuda 01
No
decorrer das pesquisas arqueológicas, desenvolvidas no âmbito do projeto de
licenciamento das obras do Túnel do Morro do Formigão, foi encontrado um
Sambaqui. O Sambaqui do Morro do Formigão com data de 3.800 AP, localizado no
bairro Cruzeiro, dentro de uma área privada utilizada como campo de pastagem.
Para este sítio arqueológico foi projetado um cercamento somente com mourões,
com objetivo de sinalizar sem restringir o acesso ao local.
Nas obras de construção da Ponte Anita Garibaldi, um dos pilares impactou diretamente a área do Sambaqui Cabeçuda 01. Datado com mais de 4 mil anos, este Sambaqui vem sendo pesquisado desde a década de 1950. O salvamento arqueológico decorrente das obras da ponte, foi proposto pela equipe do GRUPEP-Arqueologia/UNISUL no ano de 2010 e executado no ano de 2012, inserido neste projeto, estava o cercamento do Sambaqui. Esta medida foi tomada principalmente, para inibir o avanço urbano sobre o sítio arqueológico. Optou-se por utilizar mourões com alambrados, restringindo a circulação no local.
Ambos os cercamentos foram solicitados pelo IPHAN, realizados pelo DNIT, com envolvimento dos consórcios dos respectivos empreendimentos e duas Universidades, UFF e UNISUL, as pesquisas arqueológicas estão sendo coordenadas pelo GRUPEP – Arqueologia e a execução das cercas por empresas terceirizadas. A previsão de término dos cercamentos é de 60 dias.
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Alunos do Colégio Almirante Lamego fazem visita técnica a um sítio arqueológico.
Nesta quinta-feira, 11, alunos da Escola de Ensino Médio Almirante Lamego acompanhados dos professores de diversas disciplinas, fizeram uma visita técnica ao Sítio Arqueológico Cabeçudas 1.
Estavam juntos os professores de inglês, português, história, geografia, sociologia, biologia e arqueologia. A saída de campo foi realizada em duas etapas, uma por volta das 7h30min, e a segunda às 10 horas da manhã.
Durante a visitação, os alunos foram ao ponto central e mais alto do sítio, e com o apoio da professora de arqueologia Ana Christina Krieleng, entenderam a importância da manutenção dos sítios, visualizando alguns dos perfis escavados por arqueólogos do GRUPEP-Arqueologia.
Ao final, os alunos, foram à praia localizada na parte externa do sítio, para coletar materiais que serão estudados em sala de aula, além de recolher lixos que estavam jogados no entorno.
Para a Coordenadora de Educação Patrimonial do GRUPEP-Arqueologia, Bruna Cataneo Zamparetti, a visita ao sítio arqueológico, possibilita a materialização do conhecimento, estimulando o processo de observação, analisando o espaço, compreendendo o ambiente em que o homem se insere e modifica. Além de um momento de produção, questionamento, observação, de ter uma visão própria do aluno e perceber os fatores de impacto ao sítio.
terça-feira, 9 de setembro de 2014
CERCA QUE ESTÁ SENDO COLOCADA AO REDOR DO SAMBAQUI CABEÇUDA-01, EM LAGUNA-SC FOI DESTRUÍDA POR VÂNDALOS.
A cerca que está
sendo construída para proteger o Sambaqui Cabeçuda-01 em Laguna, SC, foi a
última vítima do vandalismo em Santa Catarina em área de patrimônio tombado
pela União, uma prática que gera prejuízos financeiros e culturais ao povo
brasileiro.
O dano foi verificado por funcionários da empresa L
Construções e pela equipe de arqueólogos do GRUPEP-Arqueologia, responsáveis
pelo cercamento e acompanhamento da obra. Ao chegarem no local, na
segunda-feira (01/09/2014) pela manhã, constataram que 28 moirões foram
quebrados durante o final de semana.
Este sítio arqueológico vem sendo alvo de ações
depredatórias ao longo de sua existência, e na tentativa de inibir estes atos,
o IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – determinou o
cercamento do Sambaqui. Para a pesquisadora do GRUPEP - Arqueologia Bruna
Cataneo Zamparetti, ´´... estes atos de vandalismo não refletem a relação da
comunidade de Cabeçuda com o sítio arqueológico, uma vez que esta, considera o
Sambaqui Cabeçuda 01, um patrimônio histórico cultural, procurando sua
preservação. O vandalismo por sua vez, representa atitudes isoladas de
interesses particulares´´.
Um Boletim de Ocorrência já foi registrado
junto a delegacia de Polícia Civil de Laguna, e o caso está sendo investigado. Os
responsáveis terão de arcar com os danos ao patrimônio público.
As leis contra
atos de vandalismo, para maiores informações, podem ser encontradas no site da
JusBrasil. Segue o link abaixo:
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